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"Aracaju, a história da mudança da capital"

Luiz Fernando R. Soutelo

Há exatamente cento e quarenta e quatro anos, completados a 17 de março de 1999, uma resolução da Assembléia Provincial elevava "o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade" e transferia para ele a capital da Província, até então situada na vetusta São Cristóvão, onde se instalara depois de outras localizações a principal povoação de Sergipe nos primeiros anos do século XVII.

A mudança da capital, no entanto, não resultou apenas da iniciativa do Presidente Inácio Barbosa, mas foi decorrência de uma fusão de fatores internos, originados na Província, e externos, que resultam de causas políticas e econômicas nacionais.

Sergipe, como as demais províncias do Império, vivia a fase de euforia econômica e de crescimento das cidades como resultado do declínio do patriarcado rural, cujos maiores representantes procuram os centros urbanos, que passam a ser ponto de contato político e de realização de negócios.

Por outro lado, os grupos políticos provinciais, representados pelos "rapinas" (liberais) e pelo "camundongos" (conservadores) - farinha do mesmo saco, porque uns e outros saíam sempre da aristocracia rural e procuravam mantê-la no poder foram reaproximados pelo Presidente Inácio Barbosa, ao mesmo tempo em que realizava uma "ação moralizadora", mantendo a província em paz.

Compreendia o Presidente Inácio Barbosa a importância do açúcar como principal produto de exportação de Sergipe, sofrendo a concorrência internacional e as conseqüências de um quadro interno adverso (concorrência do café no sul, a extinção do tráfico negreiro que obrigava o deslocamento interno de escravo). Procurava corrigir esses problemas através da redução de impostos e do encaminhamento de providências para aperfeiçoar os processos de produção.

Ao mesmo tempo, com uma perfeita consciência dos problemas da Província que passara a governar, tentava organizar, segundo o projeto do Comendador Travassos, uma companhia de reboques a vapor "que deveria agir na Barra da Cotinguiba, com a finalidade de atrair os negreiros às nossas plagas".

E porque a barra do Cotinguiba (nome pelo qual, até a década de 20 deste século, se conhecia o rio que banha Aracaju)? Nada mais, nada menos porque era por ela que exportava o açúcar em maior abundância. Em 1854, 25.000 caxias de açúcar saíam pela foz do Cotinguiba, enquanto 10.000 outras eram exportadas por todas as outras barras.

Antes mesmo de propor a transferência da capital, a partir de novembro do ano anterior, Inácio Barbosa dava os primeiros passos para concretizar a medida, mudando para as praias do Aracaju a Alfândega e a Mesa de Rendas Provinciais, criando uma agência dos Correios e uma subdelegacia de Polícia e reformando a atalaia da Cotinguiba.

Depois de uma reunião preliminar no engenho Unha do Gato, de propriedade do Barão de Maruim, o Presidente convocou a Assembléia Provincial para uma reunião em Aracaju, numa das poucas casas que aí existia, o que se concretizaria no dia 2 de março. "A Assembléia, colhida quase de surpresa, recebia em seu recinto o projeto elevando o povoado Santo Antônio à categoria de cidade e transferindo para ele a capital da Província. As sessões arrastaram-se com uma falta de brilho que não condizia absolutamente com a natureza da matéria discutida. Antes a grandiosidade do projeto e a discussão se fez em ambiente sereno. Não porque faltassem oposicionistas, mas sua linguagem não foi tonitruante. Os próprios deputados do Governo não pareciam acordes com as idéias do Presidente de que resultou a falta de brilho na defesa do projeto. O panorama desolado das praias do Aracaju, com seus areais e seus brejos, desenrolando-se tão aos olhos dos deputados, não podia deixar de exercer sobre eles uma ação negativa".

O certo é que, apenas com dois votos discordantes os de Martinho Garcez e do Vigário Barroso, o projeto foi aprovado, e a 17 de março de 1855 o Presidente Inácio Barbosa homem do seu tempo e que compreendeu a importância da medida sancionada a resolução no 413, cujo significado deverá ser sempre evidenciado porque, como diz o historiador Fernando Porto, representou "uma verdadeira subversão política, econômica e social; deslocou para o norte o centro de gravidade da política local, alterou o intercâmbio de mercadorias".

Em resumo, poderíamos dizer, como fez o historiador Fernando Porto, que "Aracaju foi uma das mais felizes vitórias da Geografia".

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