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29/11/2001
ABRH elege nova diretoria
O professor Oscar Cordeiro, da Universidade
Nacional de Brasília, UNB, foi eleito, ontem, presidente
da Associação Brasileira de Recursos Hídricos
para o biênio 2002/2003. Foi uma eleição tranqüila,
por aclamação, em chapa única. Ele vai substituir
ao professor José Almir Círilo, da Universidade Federal
de Pernambuco. Há desafios para serem vencidos no futuro.
E esses desafios são complexos nesse momento em que a área
dos recursos hídricos no Brasil vivencia mudanças
e transformações importantes, enfatizou o eleito
presidente da ABRH, no discurso de agradecimento, pela vitória.
- Há muitos valores na ABRH que os futuros dirigentes hão
de preserva-los prometeu Oscar Cordeiro, ao assinalar que
um dos princípios será o de manter a associação
isenta e independente, atenta às questões da área
de recursos hídricos. Outro valor a ser preservado: o do
caráter indutor da associação na difusão
de conhecimentos, produção técnico-científica,
no desenvolvimento científico-tecnológico e no debate
de idéias com suas revistas, simpósios, encontros,
listas de discussões e livros. Queremos auxiliar no
desenvolvimento do país, pregou.
O eleito presidente da ABRH disse haver proposições
para o biênio 2002/003. Nesse campo ele citou o incentivo
à formação e o trabalho das regionais da associação,
como a instalação de novas regionais. Oscar Cordeiro
quer, em articulação com o Estado, a realização
de simpósios temáticos, envolvendo questões
de interesse e prioridade na área de recursos hídricos.
Ele apontou para uma maior troca de experiência com técnicos
de países de língua oficial portuguesa e não
esqueceu de lembrar os caminhos que levam as discussões sobe
recursos hídricos no âmbito do Mercosul.
- Há - observou questões delicadas. A capacitação
se inclui nesse processo. A ABRH tem um papel a cumprir abrigando
novas e provocantes temáticas nas discussões que gerenciar.
E mais: a crise pó que passa boa parte do ensino superior
no Brasil e as novas demandas por capacidade no gerenciamento impõe-no
uma prioridade: é preciso que a Associação
Brasileira de Recursos Hídricos reflita sobre modelos de
capacitação para a gestão. É preciso
que se discuta desde a valorização dos processos de
ensino e
pesquisa dos fundamentos de base dos recursos hídricos.
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