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23/11/2001
Simpósio
discutirá gestão das águas
Dinah Menezes
Jornal da Cidade
Gestão
de recursos Hídricos: o desafio da prática. Este
é o tema do XIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
e V Simpósio de Hidráulico e Recursos Hídricos
dos Países de Língua Oficial Portuguesa, que serão
realizados, em Aracaju, de 25 a 29 de novembro, reunindo cerca de
800 pessoas. O Simpósio será aberto com uma palestra
do presidente da Agência Nacional de Água (ANA), Jerson
Kelmann, que abordará o tema "A ANA faz um ano".
O secretário
de Estado do Planejamento, Marcos Melo, disse, ontem, que Sergipe
sediará o evento por ter vários estudos em andamento,
sendo pioneiro, quando o assunto é gestão de recursos
hídricos. Ele ressaltou a importância, não só
dos governos estadual e municipal, mas de toda a comunidade, na
racionalização do uso da água.
Durante
os simpósios, serão realizadas 11 mesas redondas,
apresentados mais de 500 trabalhos e 82 painéis. Além
de técnicos e cientistas brasileiros, deverão estar
participando representantes de Angola, Moçambique, Guiné
Bissau e também dos Estados Unidos. "Uma grande empresa
americana vem discutir o assunto, aqui, conosco", disse o secretário
Marcos Melo, observando que a racionalização da água
já se tornou um assunto de preocupação internacional.
De
acordo com Melo, o Brasil tem se mobilizado, quando se trata de
gestão de recursos hídricos e Sergipe, em particular,
é o primeiro neste estudos. "Graças aos esforços
feito pelo governador do Estado, estamos na dianteira do processo
de desenvolvimento sustentável nesta área, mostrando
a importância que temos dado ao assunto, na teoria e na prática",
afirma o secretário.
Na
prática, por exemplo, foram criados um conselho, fundação
e sistema de gerenciamento dos recursos hídricos. Além
disso, prosseguem vários estudos, entre eles, o desenvolvimento
dos recursos hídricos, diagnósticos e programação
sobre saneamento básico e fontes de abastecimento nos municípios
da regiões ribeirinhas do rio São Francisco, onde
são jogados diversos resíduos. "Precisamos preservar
a qualidade da água do rio, até porque, isso é
uma questão de saúde pública. E esse é
um dos desafios colocados neste momento", frisou o Marcos Melo.
Na
questão do abastecimento, o secretário afirmou que
o Governo de Sergipe está investindo cerca de R$ 27 milhões,
com recursos a fundo perdido do Banco Mundial, para ampliação
dos sistemas das Adutoras do Agreste e Piauitinga. Quando todo trabalho
estiver concluído, o abastecimento estará garantido
pelos próximos 15 anos. Hoje, o abastecimento de água
do Estado é feito pelas suas principais bacias hidrográficas,
que são as dos rios São Francisco, Vaza Barris, Japaratuba,
Rela e Piauitinga.
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